Plantas Babosa

Plantas Babosa

A Planta Babosa é uma Planta herbácea, de até 1m de altura, provavelmente de origem africana. Possui folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em rosetas e presas a um caule muito curto.

Quando cortadas deixam escoar um suco (látex) viscoso de cor amarelada e sabor muito amargo.

É cultivada para fins medicinais e cosméticos, cresce de forma subespontânea em toda a região Nordeste, sendo aclimatada ao restante do Brasil.

Como cultivar a babosa

A babosa multiplica-se bem por filiação, preferindo solo arenoso e não exige muita água.

Pelo fato de chegar até 1m de altura, deve ser cultivada no solo ou em vasos de tamanho médio a grande com boa profundidade. Se desejar cultivar em vaso, coloque uma camada de pedras no fundo do mesmo em quantidade suficiente para cobri-lo.

Adicione um composto previamente preparado (partes iguais de terra, areia e esterco curtido ou húmus de minhoca).

Plante a muda e molhe levemente. Mantenha o vaso em local sombreado e regue 2 vezes por semana.

Não se esqueça que estará cultivando uma planta para benefício à sua saúde, portanto, escolha um local longe de esgoto, fossa, depósito de lixo e estacionamento de veículos.

Para que serve o gel da babosa

A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso do gel fresco da babosa pelo fato de manter os componentes ativos da planta.

O uso tópico (externo) do gel fresco da babosa é tradicional como medicamento para o tratamento de queimaduras provocadas por exposição excessiva ao sol e as térmicas ocasionadas por acidentes domésticos, tais como: ferro de passar roupa, panela quente, água fervente, entre outros, possibilitando uma cicatrização mais rápida.

É também indicado em casos de pequenas escoriações e irritações na pele.

Como usar o gel de babosa

Aplicar o gel fresco no local da lesão até 3 vezes ao dia.

Curiosidades da babosa

O nome do gênero Aloe pode ser originário do grego aloe,do árabe alloeh ou talvez do hebraico halal, e significa em todos os casos substância amarga e brilhante.

Há relatos do uso do gel da babosa desde a época do Egito antigo, conforme citado no papiro de Ebers (século XVI a.C.), em elixires da longevidade.

Já no Brasil, há relatos desde 1913 do uso do gel da babosa na medicina, nas formas de supositório e tintura, em aplicações locais.

Como preparar a babosa na forma de pincel

  1. Cortar uma folha saudável da planta, de tamanho médio;
  2. Lavar a folha e deixar escorrer o látex amarelado por aproximadamente 1 hora;
  3. Cortar as laterais da folha, aproximadamente 5cm;
  4. Fazer um corte fino na parte superior da folha;
  5. Aplicar no local da lesão suavemente.
  6. Após o uso, faça um corte da parte aplicada e descarte;
  7. Acondicionar o restante da folha em recipiente plástico com tampa e mantê-la na geladeira, podendo ser utilizada por no máximo 48 horas, após a colheita.

Referências

  1. ALONSO, J. R. Tratado de fitomedicina: bases clínicas e farmacológicas. Buenos Aires,
    Argentina: ISIS, 1998.
  2. ANESI, J. A. Resumo de botânica médica. Rio de Janeiro: Livraria de F. Briguiet & C., 1913.
  3. ALOE GEL. Anny M. M. Trentini CRF PR-4081. Colombo: Herbarium Laboratório Botânico,
    [2004]. Bula de medicamento. Disponível em Acesso 21 out. 2015.
  4. BRASIL. Agência Nacional Vigilância Sanitária – ANVISA. Informe Técnico nº. 47, de 16 de
    novembro de 2011. Esclarecimentos sobre comercialização de Aloe vera (babosa) e suas
    avaliações de segurança realizadas na área de alimentos da Anvisa. Disponível em < http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/c66ea 5804924c8f49d829f14d16287af/Informe_Tecnico_n_47_de_16_de_novembro_de_2011.pdf?MOD= AJPERES>. Acesso 22 jul. 2015.
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  6. LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2ª edição. Nova
    Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
  7. MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas: sistema de utilização de plantas medicinais projetado para
    pequenas comunidades. 4ª Edição (Revisada e ampliada). Fortaleza: UFC, 2002.
  8. MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: guia de seleção e emprego de plantas usadas em
    fitoterapia no nordeste do Brasil. 3ª Edição. Fortaleza: UFC, 2007.
  9. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Monographs on selected medicinal plants. Genebra:
    World Health Organization; 1999.

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